Flamengo

Em dívida com Ibson, Flamengo não descarta negociar o jogador

Clube deve quatro meses de direito de imagem ao volante, e alto salário pode acelerar a saída

Ibson no treino Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)  O aviso dado a Vagner Love também foi dado a Ibson. Assim como o atacante, que voltou ao CSKA da Rússia, o volante ouviu do diretor de futebol do Flamengo, Paulo Pelaipe, que o clube não tem como pagar o que deve a ele. Ibson está sem receber direitos de imagem há quatro meses, e a diretoria não descarta negociá-lo. O salário do camisa 7, cerca de R$ 300 mil, é um dos maiores do grupo e pode acelerar a saída. A nova gestão quer reduzir a folha salarial ao extremo. Pelaipe não descarta negociar o jogador.
-  Primeiro tem de chegar a proposta. Se aparecer um clube... – disse o diretor.
Ibson iniciou a terceira passagem pelo Flamengo em maio do ano passado e teve um semestre irregular. Chegou a ficar no banco de reservas, mas terminou a temporada como titular. Para contratá-lo, o Rubro-Negro liberou o lateral-direito Rafael Galhardo e o zagueiro David Braz ao Santos e também teve de dar garantias ao clube paulista de que assumiria o pagamento de cerca de R$ 2 milhões ao Spartak de Moscou.
Até o momento, Ibson não foi comunicado sobre possível renegociação de valores dos seus vencimentos. O jogador tem contrato até 2015 e apenas monitora toda situação. Na manhã desta terça, ele foi titular no primeiro coletivo comandado por Dorival Júnior na pré-temporada.
Quem aguarda a saída do Flamengo é Liedson. O atacante, de 34 anos, tem treinado no clube, mas já não se concentra mais com o grupo. Pelaipe autorizou o jogador a procurar outra equipe. O empresário do atleta, Bruno Paiva, diz que já recebeu algumas sondagens, mas ainda não há uma proposta oficial:
- O Liedson tem contrato até 31 de dezembro e até lá é jogador do Flamengo. Estamos analisando algumas situações que estão aparecendo e, caso apareça algo bom para o jogador e para o clube, vamos tentar chegar a um acordo.

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Fla mapeia mercado e inicia contatos por Welliton, do Spartak Moscou

Clube procura intermediário de clube russo para saber condições da negociação. Alto salário é entrave


Welliton spartak moscou treino (Foto: agência Getty Images)     

O Flamengo mandou para a Rússia o seu principal atacante e do mesmo país planeja uma solução para estancar o problema ofensivo. A diretoria iniciou conversas para contratar Welliton, do Spartak de Moscou. O intermediário é o empresário Jorge Machado, credenciado pelo clube moscovita para operações no Brasil.
Por enquanto, a discussão está no molde da negociação e não houve conversa direta com o jogador. Aos 26 anos, Welliton tem contrato até julho de 2014 e custaria 7 milhões de euros (cerca de R$ 19 milhões), valor inviável para o Rubro-Negro. Recentemente, o Spartak contratou os atacantes Waris e Movsisyan, e o brasileiro perdeu espaço - ainda há o também brasileiro Ari, Dzyuba e Emenike à disposição.
Discute-se a possibilidade de empréstimo por um ano, mas o jogador teria que ampliar o vínculo com o Spartak. Há também outro empecilho: duas vezes artilheiro da Rússia, em 2009 e 2010, e cobiçado por equipes da Alemanha, o ex-jogador do Goiás assinou há duas temporadas um contrato padrão top da Europa e recebe um dos maiores salários do país - cerca de R$ 6,75 milhões por ano. Com todos os entraves, o Flamengo nega o interesse.
- Não tem nada, não vou contratar jogador. Ficam lançando esses nomes na mídia. O Flamengo não tem dinheiro. O único negócio em andamento é com o Carlos Eduardo. Vamos reforçar o time com os garotos - garantiu o diretor Paulo Pelaipe.
Na atual temporada, Welliton participou de 11 jogos - sete deles como titular - e fez dois gols. Ele está na Rússia desde 2006.

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Cestinha do NBB, Marquinhos diz:
'Melhor momento da minha carreira'

Com média de 21,3 pontos por partida, ala foi o maior pontuador da 
equipe em nove das 11 vitórias do Flamengo, líder absoluto da competição


Acertar a cesta nunca foi uma novidade na carreira de Marquinhos. Tampouco ter seu nome entre os maiores pontuadores de uma competição. Com 235 pontos anotados em 11 partidas - média de 21,3 por jogo -, o ala do Flamengo é o principal cestinha do NBB e o grande nome da campanha histórica da equipe rubro-negra com 11 vitórias em 11 partidas.

Apenas em duas partidas ele não foi o maior pontuador da equipe - contra Franca e Limeira, o posto foi de Vitor Benite. Aos 28 anos, o ala da seleção brasileira, contratado em junho de 2012, afirma que a identificação com o torcedor rubro-negro foi imediata.
- Estou vivendo um momento especial. O melhor da minha carreira. Fui muito bem recebido pelo grupo e, principalmente, pelo torcedor do Flamengo. Estou apenas retribuindo todo esse carinho dentro de quadra. Venho de três ótimas temporadas pelo Pinheiros, ganhei uma confiança muito grande na seleção brasileira e estou trabalhando muito forte com o Neto (José, técnico). Acho que estou apenas colhendo os frutos que plantei - afirmou Marquinhos, depois da sofrida vitória sobre o São José, na última segunda-feira.
Info_MARQUINHOS-BASQUETE-FLAMENGO-03 (Foto: infoesporte)
Mas nem só de pontos tem vivido o camisa 11 do Flamengo, que, em números absolutos, fica atrás de Paulinho (Pinheiros, 247) e Jefferson (São José, 244), que têm um jogo a mais. Na atual temporada, ele é o jogador que mais tempo permanece em quadra pelo rubro-negro, com uma média de pouco mais de 31 minutos por jogo, o ala é também o líder em assistências da equipe com três passes decisivos por partida, o maior ladrão de bola, com 1.9 recuperadas por jogo e o terceiro melhor reboteiro, com 4.8 por confronto, atrás somente de Olivinha e Caio Torres, com médias de 9.2 e 5.2, respectivamente.
Apesar dos destaques individuais, Marquinhos faz questão de enaltecer a filosofia de trabalho do técnico José Neto e dividir os louros com o restante do elenco rubro-negro.
-  Eu acho que devo muito desse momento ao trabalho implantado pelo Neto, no qual todos os jogadores acreditam. A união é outro fator determinante para o nosso sucesso. Desde que perdemos o Marcelinho, cada jogador tem se superado e entrado em quadra para suprir a ausência de um companheiro. Agora perdemos o Shilton, e contra o São José, por exemplo, tive que fazer a função de pivô para ajudar. A superação tem sido a característica principal desse grupo - revelou.
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Incertezas, saída de Love e casos de Liedson e Ibson agitam os bastidores

Jogadores do Flamengo não absorveram algumas decisões do diretor Paulo Pelaipe, e dúvidas sobre o futuro rondam membros da comissão técnica

Pelaipe conversa com Dorival Junior, Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)As mudanças no departamento de futebol, a chegada de Paulo Pelaipe para ser diretor executivo em substituição a Zinho, a saída deVagner Love – principal líder do elenco até então – e o fato de Ibson e Liedson terem sido colocados à disposição do mercado começam a causar as primeiras agitações e insatisfações nos bastidores do Flamengo. Fato é que internamente alguns jogadores contestam não as novas medidas, mas como as negociações estão sendo conduzidas. Existem também pontos de interrogação entre a comissão técnica.
No sábado, ao ser anunciada a saída de Love, muitos jogadores demonstraram contrariedade com a condução da nova diretoria. Isso porque o atacante criticou e revelou a alguns companheiros sobre o teor das conversas que teve com os dirigentes.
Pelaipe conversa com Dorival: modo de agir do diretor não foi absorvido pelo grupo (Foto: Janir Junior)
O Rubro-Negro tinha uma dívida com Vagner e com o CSKA. Ele recebia um salário de cerca de R$ 500 mil, e os pagamentos de luvas e de R$ 1,2 milhão de direitos de imagem estavam atrasados. Diante do quadro que via pela frente, a atual diretoria procurou o atacante e deixou claro que não teria como pagá-lo e nem aos russos. Love se viu com apenas uma opção: sair do clube e voltar a Moscou. O clube do leste europeu “esqueceu” a dívida de R$ 16,2 milhões do Rubro-Negro para tê-lo novamente.

Apesar do discurso conciliatório no adeus em pronunciamento ao lado do presidente Eduardo Bandeira de Mello, Love saiu extremamente contrariado. E evitou entrevistas justamente para não jogar ainda mais gasolina na fogueira, mas deixou claro para pessoas próximas o seu descontentamento.

Ibson também ficou incomodado ao saber que pode integrar a lista de negociáveis e quer ouvir de viva-voz de Pelaipe o que ele pensa sobre seu futuro. O jogador deseja permanecer no Flamengo, mas tem cinco meses de direitos de imagem em atraso, e um salário considerado alto pelo diretor. Assim como Love, Ibson é uma das lideranças do elenco atual. O empresário Eduardo Uram já tem conhecimento da posição do seu jogador.

Outro caso que gera desconforto interno é o de Liedson. O atacante já foi autorizado a procurar outro clube, não tem treinado no campo com o grupo e está fora da concentração da pré-temporada.
Liedson Flamengo treino (Foto: Alexandre Vidal / Fla imagem)Liedson já não concentra mais com o grupo. Ele 
deve sair (Foto: Alexandre Vidal / Fla imagem)
Pelaipe e Dorival Júnior negaram a possibilidade de saída do atacante em entrevistas, mas os fatos tornaram a situação evidente.
Na sexta-feira, em coletiva concedida no hotel Windsor, o treinador foi enfático ao ser questionado sobre Liedson:
- Ele continua nos planos, continua normalmente no grupo.
Em menos de 15 dias de convivência, alguns jogadores não absorveram a forma de trabalho de Pelaipe, e criticam a maneira como as saídas estão sendo tratadas. Entre alguns atletas, o clima é de incerteza. Nos últimos treinos, o diretor não esteve presente no Ninho do Urubu. Nesta terça-feira, João Paulo e Gabriel foram apresentados pelo supervisor Sérgio Helt.

Até mesmo entre membros da comissão técnica existem dúvidas e insegurança em relação ao futuro. Dorival Júnior foi mantido no cargo e tem contrato até o fim do ano. Celso de Rezende, seu preparador físico e amigo de longa data do treinador, chegou a ficar com o emprego em risco, mas sua permanência foi um pedido do técnico que, em caso de demissão, custaria um alto valor ao clube por conta da multa rescisória.
Dorival, porém, não estaria completamente confortável no cargo, já que não foi um treinador escolhido pela atual gestão. Esse fato, inclusive, foi tema de debate entre o ex-diretor Zinho e o técnico no fim do ano passado.
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Promessas dividem sonho e pressão de jogar no Fla: 'Precisa ter paciência'

Integrados ao profissional, Rafinha e Rodolfo treinam duas vezes entre titulares e revelam alegria com possibilidade de estrear no time principal

Rafinha, treino Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)No Flamengo, romper a linha tênue entre ser promessa da base e jogar no profissional inspira cuidados e paciência. As apostas da vez são Rafinha e Rodolfo, ambos com 19 anos. Integrados à pré-temporada, eles dividem o mesmo quarto na concentração e também o mesmo o sonho: estrear pelo clube que tem o lema de que craque se faz em casa. Faz mas também se cobra.
- A mudança da base para o profissional tem todo um processo de adaptação, é outro estilo de jogo. Vamos amadurecer e evoluir com o tempo. É muito diferente, precisa ter paciência. Há tempos esperava essa oportunidade, pois treinava e voltava, agora estou fazendo a pré-temporada. É muito gratificante treinar com os jogadores que até pouco tempo eu via na televisão – disse o atacante Rafinha.
Nascido no Maranhão, Rafinha logo foi com a família para Brasília e passou a jogar futebol. Há quatro anos, chegou ao Rio para defender o CFZ e, depois, se transferiu para o Flamengo. Agora, enfrenta o desafio, com um enredo conhecido: apoio da família e sonhos.
- Vou treinar para dar o meu melhor. Quando fizer minha estreia pelo profissional, será a sensação de um sonho realizado, pois sou rubro-negro, assim como toda minha.
Tenho que trabalhar forte – completou Rafinha.
Meia, canhoto e com os mesmos 19 anos de Rafinha, Rodolfo também ganhou sua chance. Realiza a pré-temporada com o grupo principal. E tem uma receita que pode dar certo.
- É chegar devagar, fazer o simples, dar um toque ou outro de lado e correr bem, correr certo. Se der para fazer um golzinho aí conquista a galera – disse Rodolfo.
Nascido em Mesquita, na Baixada Fluminense, o jogador chegou ao Flamengo em março do ano passado, depois de disputar a Copa São Paulo de Juniores pelo Internacional. Antes, teve uma  passagem sem sucesso por Portugal e, antes de acertar com o Colorado, treinou no Madureira.
Tanto Rodolfo como Rafinha participaram da Copinha nas últimas semanas, mas não foram bem, e o time acabou eliminado.
rodolfo, treino Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)Rodolfo tem trabalhado entre os titulares do Fla
(Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
- Conversei com o Rafinha e disse que é a nossa hora. Não fizemos um campeonato bom na Copinha, mas chegou a chance no profissional. Ele esperava essa chance desde o título da Copinha de 2011, não veio, mas agora treinou entre os titulares. É agarrar para não soltar mais. É uma chance que aparece uma vez na vida. Estamos tranquilos, temos de tentar fazer um bom treino. Se o Dorival gostar, se conseguir ficar, ótimo – completou Rodolfo.
Na temporada passada, Dorival Júnior até apostou em alguns jovens como Adryan, Mattheus, Nixon, entre outros, mas sempre destacando o cuidado para não queimar as jovens promessas. Nos últimos treinos, Rafinha e Rodolfo apareceram como titulares na movimentação do Ninho do Urubu.
- Seja como titular, no banco, temos que estar preparados – destacou Rafinha.
A dupla divide quarto no hotel que serve de concentração para o grupo principal. Além da pressão natural a um jogador do Flamengo, eles também sofrem internamente.
- Subir junto com ele foi muito bom. Como um grupo novo está se formando no profissional, fico até sem graça de chegar sozinho. Chegando com ele fico mais tranquilo. Se alguém me zoar, vai zoar ele também. Os caras ficaram falando que ele tinha moicano e agora está com a cabeça raspada. Fiquei quietinho na minha – brincou Rodolfo.
O meia fala sobre o amigo Rafinha, e também sobre o seu futebol:
- Rafinha é um jogador muito rápido, arisco, tem alegria nas pernas. Pode jogar a bola na frente que ele vai voar. A perna dele chega a bater nas costas, você nem vê passando (risos). Eu vou pelas beiradas, mas sou de arriscar também. Se abrir, eu chuto. E tão tenho medo de arriscar para o gol. Se tiver que dar passe de letra, eu tento também.
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Após reintegração, Alex Silva ganha elogios por empenho nos treinos

Zagueiro sofreu grave lesão no joelho esquerdo em 2012, mas tem participado normalmente da pré-temporada do Flamengo


Alex Silva parece mesmo estar firme no propósito de recuperar espaço no Flamengo e conseguir a confiança dos torcedores. O empenho do zagueiro nos treinos da pré-temporada tem rendido elogios de membros da comissão técnica. Reintegrado há dez dias, Pirulito participou de todas as atividades realizadas pelo grupo até agora.
O jogador recebe atenção especial do departamento médico e da preparação física. No ano passado, quando estava emprestado ao Cruzeiro, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo que o afastou de toda a temporada. Na reta final da recuperação, encerrou o vínculo com a Raposa e se preparou para voltar ao Flamengo, agora sob a gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Alex silva, Treino Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)Alex Silva é elogiado em sua volta ao Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
Contratado em julho de 2011, o zagueiro, de 27 anos, teve uma primeira passagem curta e tumultuada pelo Flamengo. Chegou para ser titular absoluto de Vanderlei Luxemburgo e ajudou o time a conquitar a vaga na Libertadores de 2012. Após a virada do ano, no entanto, ficou tudo de cabeça para baixo. Alex foi afastado após se recusar a viajar à Bolívia para a partida contra o Real Potosí, pela pré-Libertadores, há um ano. Ele reclamava de luvas atrasadas, que somariam R$ 250 mil, e entrou com ação na Justiça para deixar a Gávea. Tinha o ex-vice de finanças Michel Levy como desafeto. Levy chegou a chamá-lo de “bichado” quando o jogador fez cobranças públicas. Depois de uma longa novela, as partes chegaram a um acordo e Pirulito retirou a ação. Em troca, teve sua saída facilitada.
De volta o Rubro-Negro, disse recentemente que quer ficar pelo menos até junho de 2014, quando termina o seu contrato, e que está arrependido pela forma como saiu em 2012.
- Eu me arrependo de certas atitudes, mas sou ser humano. Eu me arrependi de sair da forma como foi, houve precipitação da minha parte. Não é porque estou voltando ao Flamengo que estou falando isso, não faço média. Mas poderia ter tido mais paciência, uma conversa melhor com a antiga administração. Não fui o errado na história. Mas é passado. Espero que a torcida me entenda. Se alguém está magoado, que lembre que sou ser humano e que todo mundo erra. Errei, espero que a torcida entenda e possa me apoiar. Juntos, vamos lutar por títulos pelo Flamengo.  
Além de Alex, o Flamengo tem os zagueiros Marcos González, Renato Santos, Welinton e Frauches no elenco profissional.

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Camisa usada por Bandeira na saída de Love foi presente de torcedor

Peça da torcida Flaloha, organizada do clube no Havaí, foi dada no dia em que o presidente confirmou a despedida do atacante e custa R$ 15


O figurino simples e despojado usado pelo presidente do Flamengo no pronunciamento sobre a saída de Vagner Love chamou a atenção. Na noite deste sábado, Eduardo Bandeira de Mello vestia bermuda e usava uma camisa da torcida Flaloha, organizada do Fla no Havaí, que exibia inscrição "é muita onda".
Domingos de Melo e Vagner Love camisa (Foto: Domingos Peixoto / O Globo)Eduardo Bandeira de Mello com camisa de torcida do Fla no Havaí (Foto: Domingos Peixoto / O Globo)
A peça foi presente de um torcedor, que encontrara o mandatário mais cedo em um evento na Gávea. Com a divulgação da notícia sobre o fim do vínculo do atacante com o clube, a imprensa foi convocada com urgência para que Bandeira e Love falassem. A Flaloha tem o instrutor de surfe Frederico Rosa como um dos criadores.    
- Encontrei com um amigo meu no Natal e ele falou que era para dar uma camisa da Flaloha para ele dar ao presidente. Dei para ele, ele não falou quando entregaria, mas ontem (sábado) estava num churrasco com o presidente na Gávea, entregou e disse que ele não tirou mais. Ficou com ela o dia inteiro. Achei maneiro, ficou bem com a camisa – contou Fred.
Flaloha fred (Foto: Arquivo Pessoal)Fred (à dir.) é um dos fundadores da Flaloha
(Foto: Arquivo Pessoal)
Ex-morador da Tijuca, Fred tinha o Maracanã como quintal de casa. No entanto, desde 2002, mudou-se para a Ilha de Kauai, no Havaí, e para acompanhar o Flamengo ficou restrito à internet. Por sugestão da mãe (Ana Lea) criou a Flaloha. A expressão Aloha quer dizer "olá ou adeus". São vendidas ao preço de custo sob encomenda e custam R$ 15.
- Nem tenho o número de camisas vendidas. Vendemos para adultos, crianças, gente de qualquer idade. A história começou comigo, meu primo Eduardo e meu amigo Gustavão. Vai fazer 11 anos que estou no Havaí em abril. Isso começou quando minha mãe estava em vida, ela faleceu há um ano, trocava muito e-mail com ela e teve um dia que ele escreveu no assunto Fla-Aloha. Cada um foi dando uma ideia, criamos o desenho, colocamos o mapa da ilha, colocamos o brasão do Flamengo. A gente até diz minha mãe é a madrinha, pois ela jogou o nome. 
A torcida organizada  foi criada para cultivar a paixão rubro-negra à distância. Fred diz que tem dado certo.
- A galera só sorri quando vê a camisa. A gente também faz umas bandeiras, compramos a bandeira do Flamengo e bordamos o símbolo da Flaloha.



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Elias toma Corinthians como exemplo: ‘Fla pode fazer igual’

Ex-jogador do Timão, volante acompanhou a recuperação do clube paulista, que chegou a ser rebaixado, de perto

elias flamengo (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)Elias diz que o tamanho do Flamengo não o assusta. Aos 27 anos, o volante foi o primeiro reforço apresentado pela nova gestão do clube. Chega para ser titular e garante que está preparado. A passagem pelo Corinthians, segundo ele, o credencia. Elias defendeu o Timão entre 2008 e 2010 e até hoje mantém forte ligação com o clube paulista. Por lá, conquistou o Brasileiro da Série B em 2008 e o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil 2009. Elias também ganhou prestígio e a chance de jogar na Europa. Primeiro, Atlético de Madri. Depois, Sporting Lisboa. Não brilhou nem na Espanha e nem em Portugal e decidiu voltar ao Brasil nesta temporada para ter uma nova chance na seleção brasileira.
No retorno, chega ao Flamengo por empréstimo de um ano num momento em que o clube tenta se reestruturar. O Rubro-Negro enfrenta dificuldades financeiras, e a equipe do presidente Eduardo Bandeira de Mello busca credibilidade no mercado.
O novo camisa 8 lembra que o Corinthinnas também vivia situação difícil quando o contratou, em 2008. Naquele ano, os paulistas teriam de disputar a Segunda Divisão do Brasileiro. O pior momento da história corintiana marcou a virada de página. O Timão se ergueu. Conquistou títulos em série e é o atual campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Confiante na reação do Flamengo, Elias toma o ex-clube como exemplo a ser seguido.
- Peguei o Corinthians no fundo do poço e acho que em cinco anos o Corinthians ganhou tudo. Acho que o Flamengo, com a força que tem, pode fazer igual. Essa nova diretoria tem essa filosofia, quer reestruturar o Flamengo, o projeto que foi passado para mim é muito bom. Então, o Flamengo tem o potencial para atingir esses objetivos que o Corinthians atingiu – disse.
Peguei o Corinthians no fundo do poço e acho que em cinco anos o Corinthians ganhou tudo. Acho que o Flamengo, com a força que tem, pode fazer igual"
Elias
No Corinthians, Elias jogou com Ronaldo em 2009, e chegou a ser eleito pelo Fenômeno como destaque do Campeonato Paulista daquele ano. O volante chega para ser uma das principais figuras do time que o Flamengo começa a montar.
- O Flamengo tem uma boa equipe, uma base formada no ano passado. A diretoria vai atrás de reforços pontuais. Outros que chegarem vão ter essa responsabilidade. Tem que vir para o Flamengo preparado.
Elias conhece vários jogadores do elenco, como Renato Santos, Felipe e Ramon. Ouviu referências sobre o clube, inclusive a respeito das dificuldades financeiras. O camisa 8 diz que está tranquilo quanto a isso.        
- Não preocupa (a crise financeira). Se me preocupasse, teria ficado na Europa.
Elias diz que o tamanho do Flamengo não o assusta. Aos 27 anos, o volante foi o primeiro reforço apresentado pela nova gestão do clube. Chega para ser titular e garante que está preparado. A passagem pelo Corinthians, segundo ele, o credencia. Elias defendeu o Timão entre 2008 e 2010 e até hoje mantém forte ligação com o clube paulista. Por lá, conquistou o Brasileiro da Série B em 2008 e o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil 2009. Elias também ganhou prestígio e a chance de jogar na Europa. Primeiro, Atlético de Madri. Depois, Sporting Lisboa. Não brilhou nem na Espanha e nem em Portugal e decidiu voltar ao Brasil nesta temporada para ter uma nova chance na seleção brasileira.
No retorno, chega ao Flamengo por empréstimo de um ano num momento em que o clube tenta se reestruturar. O Rubro-Negro enfrenta dificuldades financeiras, e a equipe do presidente Eduardo Bandeira de Mello busca credibilidade no mercado.
O novo camisa 8 lembra que o Corinthinnas também vivia situação difícil quando o contratou, em 2008. Naquele ano, os paulistas teriam de disputar a Segunda Divisão do Brasileiro. O pior momento da história corintiana marcou a virada de página. O Timão se ergueu. Conquistou títulos em série e é o atual campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Confiante na reação do Flamengo, Elias toma o ex-clube como exemplo a ser seguido.
- Peguei o Corinthians no fundo do poço e acho que em cinco anos o Corinthians ganhou tudo. Acho que o Flamengo, com a força que tem, pode fazer igual. Essa nova diretoria tem essa filosofia, quer reestruturar o Flamengo, o projeto que foi passado para mim é muito bom. Então, o Flamengo tem o potencial para atingir esses objetivos que o Corinthians atingiu – disse.
Peguei o Corinthians no fundo do poço e acho que em cinco anos o Corinthians ganhou tudo. Acho que o Flamengo, com a força que tem, pode fazer igual"
Elias
No Corinthians, Elias jogou com Ronaldo em 2009, e chegou a ser eleito pelo Fenômeno como destaque do Campeonato Paulista daquele ano. O volante chega para ser uma das principais figuras do time que o Flamengo começa a montar.
- O Flamengo tem uma boa equipe, uma base formada no ano passado. A diretoria vai atrás de reforços pontuais. Outros que chegarem vão ter essa responsabilidade. Tem que vir para o Flamengo preparado.
Elias conhece vários jogadores do elenco, como Renato Santos, Felipe e Ramon. Ouviu referências sobre o clube, inclusive a respeito das dificuldades financeiras. O camisa 8 diz que está tranquilo quanto a isso.        
- Não preocupa (a crise financeira). Se me preocupasse, teria ficado na Europa.
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Camisa usada por Bandeira na saída de Love foi presente de torcedor

Peça da torcida Flaloha, organizada do clube no Havaí, foi dada no dia em que o presidente confirmou a despedida do atacante e custa R$ 15


O figurino simples e despojado usado pelo presidente do Flamengo no pronunciamento sobre a saída de Vagner Love chamou a atenção. Na noite deste sábado, Eduardo Bandeira de Mello vestia bermuda e usava uma camisa da torcida Flaloha, organizada do Fla no Havaí, que exibia inscrição "é muita onda".
Domingos de Melo e Vagner Love camisa (Foto: Domingos Peixoto / O Globo)Eduardo Bandeira de Mello com camisa de torcida do Fla no Havaí (Foto: Domingos Peixoto / O Globo)
A peça foi presente de um torcedor, que encontrara o mandatário mais cedo em um evento na Gávea. Com a divulgação da notícia sobre o fim do vínculo do atacante com o clube, a imprensa foi convocada com urgência para que Bandeira e Love falassem. A Flaloha tem o instrutor de surfe Frederico Rosa como um dos criadores.    
- Encontrei com um amigo meu no Natal e ele falou que era para dar uma camisa da Flaloha para ele dar ao presidente. Dei para ele, ele não falou quando entregaria, mas ontem (sábado) estava num churrasco com o presidente na Gávea, entregou e disse que ele não tirou mais. Ficou com ela o dia inteiro. Achei maneiro, ficou bem com a camisa – contou Fred.
Flaloha fred (Foto: Arquivo Pessoal)Fred (à dir.) é um dos fundadores da Flaloha
(Foto: Arquivo Pessoal)
Ex-morador da Tijuca, Fred tinha o Maracanã como quintal de casa. No entanto, desde 2002, mudou-se para a Ilha de Kauai, no Havaí, e para acompanhar o Flamengo ficou restrito à internet. Por sugestão da mãe (Ana Lea) criou a Flaloha. A expressão Aloha quer dizer "olá ou adeus". São vendidas ao preço de custo sob encomenda e custam R$ 15.
- Nem tenho o número de camisas vendidas. Vendemos para adultos, crianças, gente de qualquer idade. A história começou comigo, meu primo Eduardo e meu amigo Gustavão. Vai fazer 11 anos que estou no Havaí em abril. Isso começou quando minha mãe estava em vida, ela faleceu há um ano, trocava muito e-mail com ela e teve um dia que ele escreveu no assunto Fla-Aloha. Cada um foi dando uma ideia, criamos o desenho, colocamos o mapa da ilha, colocamos o brasão do Flamengo. A gente até diz minha mãe é a madrinha, pois ela jogou o nome. 
A torcida organizada  foi criada para cultivar a paixão rubro-negra à distância. Fred diz que tem dado certo.
- A galera só sorri quando vê a camisa. A gente também faz umas bandeiras, compramos a bandeira do Flamengo e bordamos o símbolo da Flaloha.
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Saída de Vagner Love deixa Carlos

 Eduardo em dúvida sobre o Fla



Meia, que também interessa ao Santos, demonstra preocupação com decisão do clube carioca de liberar o atacante por questões financeiras

Carlos Eduardo Rubin Kazan (Foto: Reprodução)
Carlos Eduardo retorna ao Brasil para jogar por Fla
ou Santos(Foto: Reprodução


A notícia da saída de Vagner Love do Flamengo para voltar ao CSKA Moscou chegou a Carlos Eduardo em Antália, na Turquia, e repercutiu mal. Antes de embarcar com a liberação do Rubin Kazan, da Rússia, para voltar a jogar no Brasil, o meia-atacante demonstrou preocupação com o caso do Artilheiro do Amor. Em débito com Vagner e com o CSKA, o Rubro-Negro decidiu abrir mão de seu principal jogador e anunciou o rompimento na noite deste sábado.
Como o Flamengo disputa sua contratação com o Santos, Carlos Eduardo revelou a amigos algumas dúvidas após o episódio com Love, principalmente se o clube carioca terá um time forte em 2013 e cumprirá os compromissos financeiros que assumir. O meia desembarca no Brasil nesta segunda-feira.     
Neste sábado, o diretor executivo do Rubin Kazan, Aleksandr Aibatov Rustemovich, liberou Carlos Eduardo para acertar com Flamengo ou Santos por 18 meses. Em contratapartida, o dirigente russo renovou o contrato do jogador, que terminaria na metade de 2014, por mais duas temporadas. O Rubro-Negro e o Peixe fizeram propostas para contratá-lo e foram os únicos clubes que formalizaram o interesse ao time dono dos direitos do atleta. O destino de Cadu será conhecido até esta segunda-feira, de acordo com seu empresário, Jorge Machado.
Segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, as propostas salariais de cariocas e paulistas são muito parecidas. Sendo assim, o que vai pesar na decisão são as garantias de que Carlos Eduardo terá visibilidade na volta ao Brasil e mais chances de ganhar valor de mercado para uma futura negociação. O clube russo investiu € 24 milhões no jogador em 2010 (R$ 64,5 milhões na cotação atual).
Ele quer vir para o Brasil, quer jogar para voltar à seleção brasileira. Estamos na expectativa, mas é uma negociação muito, muito difícil. Estamos disputando o jogador com o mercado e com os outros clubes"
Paulo Pelaipe, diretor de futebol do Fla
Flamengo e Santos estão otimistas. O diretor de futebol rubro-negro, Paulo Pelaipe, teria a garantia de que o jogador defenderá o clube da Gávea na volta ao Brasil. Pelaipe trabalhou com Carlos Eduardo no Grêmio. O meia-atacante surgiu no Olímpico em 2007 e foi um dos protagonistas da equipe vice-campeã da Libertadores da América. No mesmo ano, foi vendido para o Hoffenheim, da Alemanha. O executivo é um admirador do jovem e tem relação de longa data com o empresário do jogador, Jorge Machado. A mudança para o Rio de Janeiro e a transferência para o clube brasileiro de maior torcida também são atrativos para o atleta. Ele chegaria ao Rubro-Negro para ser titular e com status de principal contratação da gestão de Eduardo Bandeira de Mello até aqui.

- Ele quer vir para o Brasil, quer jogar para voltar à seleção brasileira. Estamos na expectativa, mas é uma negociação muito, muito difícil. Estamos disputando o jogador com o mercado e com os outros clubes - disse Pelaipe, neste domingo, em entrevista à Rádio Globo.
No Peixe, a presença de Neymar também faz parte da estratégia. O clube acredita que o Rubin Kazan gostaria de ver Carlos Eduardo bem perto do principal jogador brasileiro da atualidade. Pedro Luiz Conceição, membro do Comitê de Gestão, mantém contato com Jorge Machado, que participou das transferências de Ibson (hoje no Fla) e Rentería para a Vila Belmiro. Muricy Ramalho disse na sexta-feira que Cadu quer jogar no Santos  O técnico tem mantido contato quase diário com o meia e já conversou, inclusive, sobre questões táticas. ________________________________________________________________________________


Carlos Eduardo é oferecido ao Flamengo e clube desconversa


Negociação poderia acontecer por empréstimo com aval de clube 


russo


David Nascimento e Eduardo Mendes 31/12/2012 - 09:00 Rio de Janeiro (RJ)
Carlos Eduardo - Rubin Kazan (Foto: Divulgação/Rubin Kazan)
Oferecido ao Fluminense, Carlos Eduardo também teve o nome sugerido ao Flamengo nos últimos dias com a possibilidade de uma negociação por empréstimo junto ao Rubin Kazan (RUS).

Inicialmente, os russos pedem cerca de dez milhões de euros (R$ 27 milhões) pela liberação definitiva. O meia-atacante, por sua vez, pode ser cedido por uma temporada desde que ele prorrogue o vínculo que vencerá no meio de 2014 por mais um ano com o Rubin.

Carlos Eduardo trabalhou com Paulo Pelaipe na época em que o atual diretor executivo rubro-negro era dirigente do Grêmio. Questionado sobre a possibilidade de haver um início da conversa sobre o jogador, Pelaipe foi evasivo e desconversou. Ele, entretanto, não negou de maneira incisiva, como costuma fazer quando um nome não interessa ao clube.

– A política de contratações mudou no Flamengo. Só iremos anunciar os nomes para a imprensa quando o contrato estiver assinado, já que se a imprensa anunciar antes que o próprio clube e o contrato não estiver assinado, ele acaba ficando mais caro. Pode ter certeza que assim que tivermos algo de concreto iremos divulgar amplamente – disse o dirigente.

O jogador está em férias no Brasil e disse que as últimas informações passadas pelo empresário dele, Jorge Machado, eram de que haveria uma possibilidade de ele atuar no eixo Rio-São Paulo na próxima temporada.

– Não foi passado nome, apenas que existe interesse de clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo – comentou Carlos Eduardo ao L!.

Destaque do Grêmio no vice-campeonato da Libertadores de 2007 na função de segundo atacante, Carlos Eduardo não seria uma opção para vestir a camisa 10 do Flamengo. Na Alemanha, antes de ir para o Rubin, ele chegou a jogar mais recuado, como um meia que ajudava na recomposição.
PELAIPE TEM BOA RELAÇÃO COM AGENTE

A relação de Paulo Pelaipe com Carlos Eduardo não tem como ponto comum apenas o fato de o jogador ter atuado no Grêmio quando o dirigente estava no clube.

O atual diretor executivo do Flamengo é bem relacionado com Jorge Machado, agente do meia-atacante. Entre os negócios importantes feitos no Grêmio na temporada de 2012 com o empresário está a contratação do atacante Kléber.
O LANCE! tentou contato com Machado por telefone, mas não obteve um retorno. O próprio Carlos Eduardo disse que tem encontrado dificuldades para se comunicar com o agente.

– Ele está na praia e no local o sinal não é muito bom – disse.

Nesta semana, Machado chegou a dizer que o retorno de Carlos Eduardo para o futebol brasileiro não é simples. Apesar de existir a possibilidade do empréstimo, o clube russo, inicialmente, gostaria de uma negociação em definitivo.

O jogador também tem uma pessoa que é responsável por cuidar dos assuntos particulares dele em Porto Alegre. Entretanto, Machado é quem centraliza os assuntos relacionados à carreira do meia-atacante. Ele, inclusive, é um dos pontos de comunicação dos clubes no Brasil com o Rubin Kazan.

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Casal 20 do vôlei inspira filhos do 

bicampeão olímpico Giovane Gávio

Fãs de Jaqueline e Murilo, Giulia e Gianmarco querem construir carreiras vitoriosas como a deles e a do pai, e sonham vê-lo como técnico da seleção

Por Danielle RochaRio de Janeiro

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A mãe sempre disse que a vida de atleta era muito sofrida. Apesar das orientações, Giulia e Gianmarco não conseguiram fugir dela. Resolveram experimentar o caminho antes percorrido pelo pai. A pressão por carregarem o sobrenome Gávio já não surte mais tanto efeito. Atletas do Flamengo, os filhos do bicampeão olímpico Giovane só querem poder fazer o que gostam: jogar vôlei. O pai serve como inspiração, mas o casal 20 das quadras também dá sua contribuição. Jaqueline e Murilo são exemplos dentro e fora de quadra para os dois.
Giulia e Giancarlo filhos de Geovani do Vôlei (Foto: Marcelo de Jesus)Gianmarco e Giulia sonham com medalha olímpica (Foto: Marcelo de Jesus)
- Eu gosto do jeito dela em quadra, da história de superação depois de tudo o que passou (sequências de lesões, cirurgias e caso de doping). Fico imaginando como deve ser ganhar uma medalha olímpica. Sei que ainda tenho muito caminho pela frente. Quem sabe nos Jogos de 2020? - disse Giulia.
No ano passado, ela experimentou a sensação de vestir a camisa da seleção brasileira infantil. Aos 16 anos e com 1,82m, a filha mais velha de Giovane só lamentou o fato de não ter treinado no CT de Saquarema no mesmo período em que, as agora bicampeãs olímpicas, estavam por lá. Mas sentiu a presença do pai todos os dias. Giulia acredita que o caminho dele, que atualmente comanda a equipe masculina do Sesi-SP e já tem um título da Superliga no currículo, será outra vez defendendo o verde-amarelo, só que desta vez como treinador.
Giulia, filha de Giovane vôlei (Foto: Alexandre Arruda/CBV)Giulia durante treino da seleção infantil em
Saquarema (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
- Quando entrei senti emoção o tempo inteiro. Estava ali, no lugar onde meu pai passou praticamente a vida dele toda. Acho que ele tem tudo para virar técnico da seleção daqui a alguns anos. Está trabalhando para isso. Acho que se for na feminina, eu não teria como treinar com ele. Às vezes ele dá treino para mim e para o meu irmão quando vamos a São Paulo. Não ia dar certo. Sou teimosa - riu.
Ela e Gianmarco, de 14 anos e 1,85m, brincam e dizem que seria mais fácil encarar Bernardinho e José Roberto Guimarães. Lembram que seus treinadores na Gávea também são tão exigentes quanto os dois. Nesta temporada, as dúvidas que vez ou outra tomam conta dos pensamentos dos irmãos, viraram certeza. Os 20 anos da conquista da medalha de ouro nos Jogos de Barcelona 1992 fizeram Giovane contar mais histórias, reviver aqueles dias que marcaram sua carreira. Das brincadeiras feitas pelo grupo a trajetória inesquecível até o pódio, tudo foi ouvido com atenção por Giulia e Gianmarco. Pouco depois, o bicampeonato da seleção feminina e a prata da masculina nos Jogos de Londres reforçaram o desejo dos mais velhos dos quatro herdeiros de Giovane em ganhar a vida na quadra.
Murilo e Jaqueline (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)Jaqueline e Murilo inspiram os irmãos Gávio
(Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)
- Às vezes eu penso em fazer Economia e minha irmã Medicina. Mas ficamos muito motivados com as Olimpíadas. Fico imaginando como deve ser jogar uma - disse Gianmarco, que já defendeu a seleção carioca.
O ídolo sabe bem. Sempre que pode, durante as idas a São Paulo para visitar o pai, Gianmarco não perde a oportunidade de acompanhar os treinos e conversar com Murilo a respeito de vôlei ou qualquer outro assunto. Diz que se identifica muito com o ponteiro do Sesi-SP e da seleção.
Tímido, se diverte agora com os comentários dos amigos da família que o veem cada vez mais parecido fisicamente com Giovane. Giulia concorda e admite além da admiração ao pai, uma pontinha de ciúme também.
- Ele sempre foi muito humilde e tratou muito bem os fãs. Nunca deixou o sucesso subir à cabeça. Sempre lembro disso. É, ele era muso da geração e as mães de amigas minhas falam que ele está mais gato. Eu só não gosto daquelas fãs mais ousadas na hora de tirar fotos, sabe? - riu.
Giovane com os filhos Giulia, Tiago (no colo) e Gianmarco  (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)Giovane com Giulia, Tiago e Gianmarco após a conquista do título da Superliga 2010/2011 (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)












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Ramon faz balanço positivo de ano no Fla e pedido para 2013: 'Time forte'

Perto de ser pai, lateral-esquerdo, de 24 anos, demonstra otimismo para a nova temporada: 'Tem tudo para ser boa'

Por Richard SouzaRio de Janeiro

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Ramon com  a esposa Flamengo (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)De férias, Ramon posa com a esposa Naiana,
grávida de oito meses (Foto:Arquivo Pessoal)
No último dia de 2012, Ramon olha para trás e consegue fazer uma avaliação positiva da temporada. Reserva no Corinthians no primeiro semestre, chegou ao Flamengo com status de titular para ocupar a vaga deixada por Junior Cesar, que se transferiu para o Atlético-MG. O lateral-esquerdo assinou um contrato por empréstimo até o fim de 2013, mas havia a possibilidade de um retorno se o Timão assim desejasse. Como o chamado não ocorreu, o camisa 6 continuará no Rubro-Negro.

Depois do título da Libertadores com o Corinthians, Ramon teve de conviver com muitas dificuldades no Flamengo. O time não se acertou e passou todo o Brasileirão tentando se afastar da zona de rebaixamento. Para a próxima temporada, ele prega o otimismo. Espera reforços de peso para que a equipe possa evoluir e apagar a má impressão deixada na temporada.
- O ano de 2013 tem tudo para ser bom para o Flamengo. Tenho fé nisso. Espero que a diretoria consiga os reforços e que possamos ter um time forte, capaz de brigar por todos os títulos, o que é primordial. O Flamengo tem fome e vive de conquistas.
Desde a chegada ao Flamengo, Ramon sepultou o passado vascaíno. Nas duas vezes em que enfrentou o ex-clube no Brasileiro, deu declarações fortes sobre as críticas da torcida do Vasco.
- Fiquei feliz com meu ano, por ter sido campeão da Libertadores pelo Corinthians e principalmente por ter a oportunidade de defender o Flamengo, um desejo que sempre tive. Talvez por isso eu tenha me identificado tão rapidamente com o torcedor e com o clube. Parece que eu já estou no Flamengo há anos. Acho que o torcedor viu que eu vesti a camisa com raça, me empenhei, falei o que eu penso. Na minha visão, está faltando um pouco disso no futebol. Estou muito feliz aqui. Quero permanecer o máximo de tempo possível e fazer história com essa camisa.
Ramon ainda não sabe se o Flamengo ganhará reforços de ano novo, mas em casa uma novidade tem mexido com ele. Naiana, esposa do lateral, está grávida de oito meses. Antonia está a caminho.
- Vou ganhar um presente maravilhoso, a minha filha Antonia. O nascimento dela será algo mais do que especial, que vai me fazer crescer ainda mais e ver a vida de forma diferente. Não vejo a hora de isso acontecer. Vou ser o pai mais coruja do mundo.

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Empresário de Nenê confirma negociações com o Flamengo



Gilvan Costa diz que primeira proposta rubro-negra não foi aceita pelo jogador do PSG e afirma que tentativa do Santos é parecida

Gilvan Costa, empresário do meia-atacanteNenê, do Paris Saint-Germain, confirmou neste domingo que existe uma negociação em andamento com o Flamengo. O clube carioca, segundo ele, inclusive já fez uma proposta, por meio de seu vice-presidente de futebol, Wallim Vasconcellos, mas ela não foi aceita pelo jogador. Nova rodada de conversas deve ocorrer logo no início de 2013.
- Fui procurado pelo Flamengo. O Wallim me procurou e apresentou uma proposta, mas estava distante do que o jogador espera. Eles (os dirigentes) ficaram de conversar entre eles e depois vão nos procurar novamente – disse o empresário.
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CT pronto 


Ressecado, campo 1 está sem condições de uso no momento. Treinos com bola serão no novo campo 5, que está em melhor estado

A mudança no comando do futebol do Flamengo não alterou a programação da pré-temporada. O planejamento feito por Zinho com o técnico Dorival Júnior está mantido pelo novo diretor executivo do clube, Paulo Pelaipe. Dorival vai preparar a equipe para o Campeonato Carioca no Ninho do Urubu. Os treinos com bola serão realizados no campo 5, inaugurado em setembro. No momento, o campo 1 não tem condições de ser utilizado. Na última sexta-feira, foi possível registrar imagens do gramado, muito queimado pelo sol.
O campo 1 do Ninho está sem condições de uso no momento (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

Segundo o diretor administrativo das categorias de base do clube, Carlos Brazil, que acumula a função de coordenador do CT, tudo estará pronto a tempo para as treinos da equipe.

- O campo 1 ressecou muito devido ao sol, agora que está sendo molhado, mas no dia 3 vai estar um pouco melhor. Mas os treinos serão no campo 5, que está em boas condições. Ali está tudo certo. Havia um problema para molhar os campos, mas nós já resolvemos com a criação de um poço – explicou Brazil.

A apresentação dos atletas está marcada para a manhã da próxima quinta-feira. Os jogadores vão dormir no hotel que já serve de concentração para o time, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Todas as outras atividades serão feitas no CT. Os atletas vão almoçar no refeitório do Ninho e no intervalo entre os treinamentos ficarão nos dormitórios improvisados em contêineres. A obra de construção dos módulos 16 e 17 do futebol profissional atrasou e o hotel não ficou pronto.
Jogadores vão treinar no campo 5 durante a pré-temporada, ao lado das obras do CT (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

Na última sexta, em sua coletiva de despedida, Zinho disse que o clube estava com dificuldades para realizar a troca de equipamentos da academia do CT, prevista para o fim deste mês. Esta área não é de responsabilidade de Carlos Brazil, mas sim do departamento de futebol. Brazil diz que a pré-temporada não ficará comprometida pelas instalações.

- Está tudo bem esquematizado. Em termos do que existe de provisório está tudo pronto para receber os atletas.

Nos dois últimos anos, o Flamengo se preparou para a temporada em Londrina, no Paraná. A decisão foi do técnico Vanderlei Luxemburgo, que tem bom relacionamento com os donos do CT que serviu de concentração para o Rubro-Negro. Em 2012, como havia a disputa da pré-Libertadores, na Bolívia, a pré-temporada ficou dividida entre Londrina e Sucre.

A estreia do Flamengo no Carioca será no dia 19, contra o Quissamã, às 17h, no Engenhão. O Rubro-Negro está no Grupo B.

Troca dos equipamentos da academia estava prevista para o fim deste mês, mas clube tem dificuldades (Foto: Alexandre Vidal / Fla imagem)

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Volante Elias perto de deixar o Sporting


Na onda de repatriações, Elias, ex-jogador do Corinthians, está próximo de deixar o Sporting e pode ser mais um a voltar ao Brasil. Embora o volante evite falar sobre negociações, a De Prima apurou que o Flamengo teve duas conversas iniciais com os representantes do jogador. A diretoria sinalizou que toparia pagar o salário pedido por Elias, mas não houve ainda formalização de uma proposta do clube para o jogador.
Em entrevista por telefone para a De Prima, Elias falou sobre o momento que vive em Portugal, a seleção brasileira e sobre a relação com o Corinthians.
Elias
Como está a sua situação agora no Sporting?
“O clube está vivendo uma crise política e econômica e acabou afetando o futebol. A equipe está vivendo um momento ruim dentro de campo, mas com certeza a diretoria está fazendo um esforço para superar essa crise”.
Você está infeliz no Sporting, então?
“Estou, sempre estive em times que brigavam por títulos. É complicado você chegar num clube e perder essa oportunidade no meio da temporada, isso afeta, você perde a motivação, perde a confiança. Eu sou brasileiro, gosto sempre de ganhar, de ser o primeiro. E eu quero isso, quero brigar por títulos, sempre é bom você recomeçar novamente, ter outro rumo pra carreira, vamos ver o que vai dar”.
Você passou o Natal no Brasil, alguma negociação?
“Eu estive aí pra passar essa folga de Natal, pra rever meus amigos, minha família, pra matar a saudade um pouco. Mas não conversei com nenhum clube, só sei de boatos mesmo, que sai na internet, aí do Brasil, aqui em Portugal, especulando que eu possa sair, mas nada de concreto”.
O que você está procurando agora?
“Meu objetivo é voltar pra seleção, voltar pra vitrine. Acho que pelo momento do Sporting eu acabei ficando afastado das últimas convocações, na era Mano. Agora com um novo treinador, com o Felipão, ele foi um dos que me ajudaram a sair do Corinthians, que indicou minha contratação para o Atlético de Madri, na época. Acho que é um excelente nome, um bom treinador. Espero a voltar ter chance, mas pra eu ter chance de novo, eu tenho que estar aparecendo, meu time tem que estar bem, mas minha situação ainda é indefinida, a gente não sabe se vai ficar ou não, a gente vai conversar com a diretoria esses dias pra discutir essa situação”.
Para estar na vitrine hoje, é melhor ficar na Europa?
“Não sei, a princípio eu queria ficar na Europa, mas se houver propostas concretas de clubes no Brasil, citando sempre, claro, o Corinthians, que eu sempre desejei, sempre sonhei em retornar ao Corinthians, o Corinthians teria preferência. Mas, claro, o Corinthians não tem a obrigação de me contratar. Com certeza voltar ao cenário brasileiro, pra um grande clube, seria muito importante pra dar sequência na minha carreira”.
Algum clube do Rio procurou você ou o Sporting?
“Olha, não estou sabendo se chegou a conversar, mas comigo eu não tenho nenhuma proposta oficial, de nenhum clube do Brasil, não chegou absolutamente nada até mim, nem até as pessoas que me representam. Mas eu fico feliz, só pelos boatos, eu fico feliz que vários grandes clubes do futebol brasileiro querem contar com meu serviço”.
Uma proposta do Flamengo te balançaria?
“Olha, só posso falar do que é real, isso não existe até agora. Mas sobre os boatos eu fico feliz porque se trata de um dos maiores clubes do Brasil”.
O que mais pesa na hora de escolher um novo clube?
“O que vai pesar mais é onde o clube apresentar um projeto para títulos, um projeto vencedor. É isso que eu estou procurando agora. Dinheiro é bom, todo mundo gosta, mas se fosse só isso eu teria aceitado a proposta do futebol russo, quando eu tive a oportunidade de ir pra lá e eu não aceitei. O objetivo agora é um clube que vá brigar por títulos que vai disputar os melhores campeonatos pra eu possa parecer, voltar a ser feliz e ganhar títulos”.
Você se arrepende de ter ido para a Europa e ter deixado o Corinthians?
“Não, não me arrependo. Acho que tudo na vida é fase, é momento. Eu tive meu momento no Corinthians, quando ganhei muitas coisas, conquistei três títulos, fiz muitos gols e tive uma excelente passagem pelo Corinthians. Mas aquele momento tinha acabado, eu tinha que sair, procurar um novo objetivo e todo jogador tem um sonho de jogar na Europa e na época eu tive a oportunidade de jogar num grande clube europeu, que foi o Atlético de Madri. Não tenho nenhum arrependimento, acho que tudo na vida é momento”.







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